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Copa da Estônia: A emoção do “mata-mata”

outubro 6, 2011

Na última terça-feira, dia 4 de outubro, escolhi, dessa vez, assistir a um jogo da Copa da Estonia, ou Eesti Karikas.

De ônibus, fui à cidade de Viljandi, a 160 km de Tallinn, no sul Estônia. Oito euros por trecho, valor equivalente ao de uma passagem de São Paulo para a cidade de Campinas. Esta foi minha segunda visita a Viljandi, um lugar que me impressiona pela beleza e tranqüilidade. Aos brasileiros que estiverem a passeio na região, fica o meu conselho: não deixem de conhecer essa cidade. Ao visitar as ruínas do castelo (foto) vocês poderão apreciar uma linda vista do lago e da floresta.

Bom, vamos a Eesti Karikas! O torneio é disputado do jeito que mais me agrada: o confronto é decidido em uma única partida e o vencedor avança à próxima fase. Em caso de empate, prorrogação. Se mesmo assim o placar continuar igual, a decisão é por pênaltis.

Jogada num pequeno, mas bonito e confortável estádio, que recebeu apenas 40 torcedores, a partida pelas oitavas de final da copa foi emocionante: o FC Viljandi, time da primeira divisão, teve que, literalmente, suar a camisa para bater o Rakvere JK Tarvas, equipe que, no momento, é líder da terceira divisão.

Gostei muito da postura do Tarvas, que consciente da sua inferioridade técnica fez um jogo muito inteligente, marcando com firmeza a saída de bola para dificultar a criação de jogadas do time da casa. A equipe visitante se mostrava preparada física e mentalmente, se apresentando com dedicação exemplar a cada lance da partida, o que a levou a abrir o marcador aos 21 minutos do primeiro tempo. Quando tudo parecia já resolvido, aos 45 da etapa final, o Viljandi, mesmo com um jogador expulso, conseguiu o empate e levou a partida para a prorrogação.

O Tarvas, claramente abatido pela reviravolta do jogo, não conseguiu segurar a equipe do Viljandi que, sem muita dificuldade, acabou marcando o gol da vitória e garantindo sua vaga nas quartas de final da competição.

Na próxima segunda-feira, 10 de outubro, vou a Tartu, acompanhar uma partida das eliminatórias do Campeonato Europeu sub-21, entre Estônia e Croácia.

Jogo de terceira, com cara de… Terceira!

outubro 3, 2011

 

Na última quarta-feira, 28 de setembro, decidi fazer um programa diferente. Cinema? Jantar fora? Levar meus gatos pra passear de coleira? Nada disso. Como bom brasileiro que sou, escolhi ir ao estádio ver futebol. Dei uma olhada no site da federação estoniana (jalgpall.ee – para aqueles que dominam o idioma) e encontrei uma rodada dupla no Kalevi Staadion. Sorte grande, hein? Jogo da segunda divisão entre Tallinna Kalev e FC Infonet e na sequência, jogo da terceira entre FC Olympic e Nõmme Kalju II.

Negócio fechado! Para a primeira partida, ingresso por 2 euros com direito a assento coberto e jornalzinho informativo com: escalação dos times, tabela do campeonato, próximos jogos e algumas matérias, que infelizmente o meu, ainda fraco, estoniano não me permitiu compreender. Vamos ao jogo! Nada de espetáculo, mas estava de bom tamanho para os líderes da segunda divisão, que provavelmente integrarão as equipes da “Meistriliiga” (primeira divisão) no início de 2012, já que, assim como no Brasil, a temporada de futebol acaba em dezembro.

Apita o juiz. Vitória de 3 a 1 para o Tallinna Kalev. Neste momento nem imaginava que a grande atração da noite ainda estava por vir. Agasalhado, como se estivesse preparado para as noites mais frias do inverno paulista, eu aguardava a próxima partida em uma noite estoniana de outono.

Entra em campo o Nõmme Kalju II, versão B do Nõmme Kalju que disputa a primeira divisão e está na briga pelo título desta temporada. Mas cadê o Olympic, mandante da partida? Ninguém sabe, ninguém viu! Com dez minutos de atraso, os jogadores chegam correndo e trocam de roupa no próprio campo. Pronto, agora sim, bola rolando. Mas espera aí, olho pro campo e um, dois, três… dez, é isso mesmo, somente dez “atletas” jogando pelo Olympic! Acho que o décimo primeiro tinha algum programa mais interessante para aquela noite.

Da arquibancada, tenho a impressão de que no FC Olympic jogam Ronaldo, Branco, Neto, Maradona, Adriano, mas nem de longe pelo talento e habilidade com a bola, mas porque estão todos na forma física atual desses jogadores. Acho que os treinos da equipe lembram aqueles que fazíamos nos tempos de faculdade, quando combinávamos de jogar futebol, mas na verdade era só um pretexto para a cervejinha e o churrasco.

Bom, vamos lá, 1, 2, 3, 4, 5, 6! Não, eu não estou contando os jogadores novamente, e sim os gols do Nõmme Kalju II, time treinado pelo brasileiro Fredo Getúlio, que aos 27 minutos do primeiro tempo já tinha aberto a vantagem de seis gols. O sexto foi marcado pelo goleiro, em uma cobrança de pênalti.

O Olympic começa a esboçar vontade de jogar apenas no segundo tempo, quando já perdia por 10 x 0. Foi neste momento que o time “partiu para o tudo ou nada”! Em uma cobrança de escanteio, o próprio goleiro foi para a área adversária tentar fazer o gol de honra. É claro que não preciso nem dizer que a jogada não deu certo, quer dizer, arrancou risadas das 15 testemunhas que acompanhavam a partida.

É, o saldo da minha noite foi positivo. Consegui matar minhas saudades de me divertir em um estádio de futebol, de uma maneira um pouco diferente, mas a experiência valeu a pena!

Brasileiros sabem alguma coisa sobre a a Estônia?

maio 14, 2011

“Que tipo de esportes são praticados na Estônia?”

Essa pergunta foi feita aos brasileiros e abaixo podemos conferir as respostas juntamente com uma visão geral de como é a situação esportiva profissional e amadora atual na Estônia.

Texto e imagens: Eduardo Gengo

Produção (Brasil): Bárbara Gengo

Esta matéria contem imagens retiradas de vídeos do youtube